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20 julho, 2012 • 3:31 Enviado por Pinge-Filho

Imunologia quântica

Phileno Pinge Filho, Universidade Estadual de Londrina.

No último 4 de julho logo cedo a Cris
Bonorino nos presenteou com o “post”: será que pode mudar? À noite o Timão mostrou
que sim e tornou-se o campeão invicto da Taça Libertadores da América.

A descoberta da partícula de Deus completou
um capítulo fundamental nos esforços dos físicos em busca da compreensão dos
elementos básicos que compõem o universo. A história iniciada nos anos 1960 por
meio físico inglês Peter Higgs mostra o modo pelo qual as
partículas fundamentais adquirem massa. A massa de uma partícula é a
resistência que você encontra se você avança contra ela. A pergunta é: de onde
vem essa resistência? A resposta, segundo a teoria de Higgs, é que o espaço
está cheio de uma substância invisível – o campo de Higgs.

Nós aprendemos no ensino médio que o vácuo é uma
região do espaço completamente vazia, onde não há qualquer matéria ou radiação.
Esse vazio completo não apresenta nenhuma característica física. Desde a
antiguidade, os pensadores se dividiram quanto à existência ou não do vácuo.
Dentro da Física, ora se favorecia a existência desse vácuo (mecânica de
Newton), ora se recusava (eletromagnetismo de Maxwell), em que se postula a
existência de um material sutil, o éter, preenchendo todo o espaço. Com o
surgimento da relatividade restrita, a ideia de éter foi abandonada da física e
substituída pelo vácuo. Finalmente, com o surgimento da mecânica quântica, mais
especificamente, da teoria quântica de campos, o vácuo clássico foi relegado à
mera aproximação do vácuo real, denominado como vácuo quântico.

Quando examinamos fenômenos em escalas
menores, constatamos que a realidade física do vácuo permanece igualmente
evidente. Verifica-se que a própria vida depende decisivamente de interações
com o vácuo. Um apoio suplementar para a tese de que o vácuo é um meio complexo
e fisicamente real é fornecido pelas discussões atuais sobre o campo de Higgs .

A imunologia é um processo quântico
desencadeado por flutuações no nível quântico. Veja o “post” de ontem escrito
pelo Professor Nelson Vaz (Sobre a influenza e vacinas) onde os termos “estabilidade
dinâmica linfocitária” – seu “antagonismo imunidade/tolerância” são apresentados.
O “vácuo quântico imunológico” seria então o mecanismo de informação
holográfica que registra a experiência histórica do sistema imunológico (a
matéria).

As implicações de tudo isso são enormes para
continuarem sendo desconsideradas. Metodologias incorporadas às analises
imunológicas como os “Quantum  dots”, evidenciam
o surgimento da imunologia quântica, ainda que seja como  ilhas no mar, separadas na superfície, mas
conectadas nas profundezas (Willian James).   

 

Referências:

1-      Carvalho, Leonardo Bernardino de.Efeito Casimir e
Polarizacão do Vácuo do Campo de Dirac/Tese de Doutorado, Rio de Janeiro: UFRJ/2006.

2-      Mc Taggart, L. The Field.
Copyright  Lynne Mc Taggart, 2002.