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31 julho, 2018 Enviado por Comunicação POLÍTICA CIENTÍFICA

Comunidade científica se une na “Marcha Pela Ciência”

Ações foram realizadas em diversas capitais brasileiras

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) convocou sua comunidade de imunologistas para participar da Marcha Pela Ciência, em apoio à pesquisa científica. O movimento aconteceu entre os dias 1 e 13 de julho, em comemoração ao Dia Nacional da Ciência, ao Dia Nacional do Pesquisador e ao aniversário de 70 anos da fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A SBPC realizou ações em nove cidades brasileiras. Em Fortaleza aconteceu o “Ciência no Parque”, um evento marcado por atividades para públicos de diversas idades, como apresentação de teatro científico, experimentos de física, química, biologia e tecnologia. Em São Paulo, a SBPC organizou uma concentração no Instituto Moreira Salles, onde foi realizada uma intervenção, seguida pela “Marcha pela Ciência” na avenida Paulista, reunindo 600 pessoas. Já o Rio de Janeiro promoveu o “Domingo com Ciência na Quinta”, um dia repleto de atividades em frente ao Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista.

Em São Paulo, a SBI foi representada por alguns membros, entre eles os pesquisadores Gustavo Amarante-Mendes – presidente da SBI em 2016-2017, Karina Bortoluci – secretária geral da SBI no biênio 2016-2017 e  Verônica Coelho, membro atual da Comissão de Ensino.

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Pesquisadores: Gustavo Amarante-Mendes e Karina Bortoluci
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Pesquisadora Verônica Coelho e estudantes

A Marcha no Congresso Nacional

 

Em Brasília as atividades foram realizadas no dia 12 de julho, no Plenário da Câmara. O deputado Celso Pansera fez o requerimento para a realização da Comissão Geral “Marcha para a Ciência: o presente e o futuro do setor de Ciência e Tecnologia no País”, para debater sobre os rumos do setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Brasil.

Foram convidados representantes da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), entre outros importantes institutos de pesquisas nacionais.

O presidente da ABC, Luiz Davidovich, ressaltou que uma das motivações para a realização desta Comissão Geral era homenagear a SBPC pelos seus 70 anos de luta em defesa da ciência e da tecnologia. Enquanto a segunda motivação seria alertar o Congresso sobre a necessidade urgente de reverter os cortes realizados no orçamento de C&T que aconteceu nos últimos anos.

A SBI esteve representada pelo pesquisador e membro da entidade Marcelo de Macedo Brígido. “Foi muito interessante participar dessa Comissão, deputados de diversos partidos falaram sobre a iniciativa, todos discursaram com ênfase no sucateamento da ciência no Brasil. Entre os pontos apresentados pelos cientistas foi a questão da Emenda Constitucional 95, que irá destruir aos poucos o ensino, a pesquisa e a saúde no Brasil pelos próximos 20 anos. Já os deputados abordaram a lei sobre agrotóxicos, conhecida como ‘a lei do veneno’, que está em discussão na Câmara e que pretende facilitar o uso dos agrotóxicos”, comenta Brígido.

Durante a sessão também foi enfatizada a necessidade de que sejam aprovados pelo Congresso dois projetos importantes para C&T. O primeiro do deputado Celso Pansera, que prevê 25% do Fundo Social do Pré-Sal para C&T. O segundo projeto é do deputado Daniel Vilela, que proíbe o contingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A Sociedade Brasileira de Imunologia reitera que continuará lutando em defesa e pelo desenvolvimento da CT&I no Brasil, apoiando causas que firmem o compromisso em prol da ciência e dos cientistas.

Congresso Nacional (foto Marcelo Brígido)
Congresso Nacional (foto Marcelo Brígido)
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