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20 dezembro, 2017 Enviado por Comunicação PESQUISA

Nota Técnica sobre a Vacina da Dengue

A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) endossa a Nota Técnica emitida pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e diversas outras sociedades médicas. A Nota na Íntegra encontra-se neste link.

Abaixo os principais pontos da Nota. Pedimos à toda comunidade que leia e divulgue.

  • A vacina Dengvaxia® não deve ser administrada em indivíduos que não tenham sido previamente infectados pelo vírus da dengue.
  • Aqueles que iniciaram e ainda não completaram o esquema vacinal e desconheciam seu status sorológico prévio à vacinação, devem ter sua avaliação individualizada, já que não se dispõem de dados sobre o risco maior de doença grave de acordo com o número de doses recebidas. Fatores como as características da doença na região onde o paciente vive, a intensidade da transmissão e a idade devem ser considerados na decisão da continuidade ou não do esquema vacinal.
  • A avaliação da utilização da vacina em programas públicos deve levar em consideração a avaliação de risco e benefício. Em regiões de alta endemicidade o benefício da imunização pode superar o risco atribuível da vacinação de soronegativos, uma vez que infecções pós-primárias deverão ocorrer independentemente da vacinação.
  • Para a introdução da vacina dengue em programas públicos, estudos epidemiológicos passam a desempenhar um papel crucial na decisão. Locais com intenção de introduzir a vacina contra a dengue devem avaliar sua capacidade de monitorar e avaliar a efetividade e segurança da vacina e, se necessário e possível, aprimorar seus sistemas de vigilância e sistemas de monitorização existentes, especialmente em países de renda média e baixa.
  • Os indivíduos soronegativos para dengue e/ou sem conhecimento prévio do seu status sorológico que foram vacinados devem ser monitorados com maior atenção. Caso algum destes indivíduos vacinados apresente sinais e sintomas sugestivos de dengue, o acesso aos serviços médicos deve ser priorizado para que recebam das equipes médicas uma avaliação e manejo adequados, minimizando desta forma o risco de complicações. 

    . Essas recomendações estão alinhadas com a recente publicação feita pelo Comitê Consultivo Global da OMS sobre Segurança de Vacina (GACVS da sigla em inglês – Global Advisory Committee on Vacine Safety) sobre Dengvaxia® 

    . O estudo apresentado pelo laboratório Sanofi Pasteur projeta o benefício e a segurança da vacinação de indivíduos previamente expostos (soropositivos), onde estima-se uma redução de 15 casos de hospitalização e 4 casos de dengue grave (segundo critérios da OMS – 1997) para cada mil vacinados em 5 anos 

    . Essa avaliação, ainda que preliminar, sugere que aproximadamente 5 casos adicionais de hospitalização e 2 casos adicionais de dengue grave  ocorram para cada mil crianças e adolescentes de 2 a 16 anos de idade soronegativos vacinados, em um segmento de 5 anos, quando comparadas ao risco em não vacinados 

    . No Brasil, o Estado do Paraná, que incorporou a vacina em 2016, em 30 municípios com alta incidência da doença, no momento, não fará alterações em seu programa de vacinação.

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