Programa indica zonas com risco de transmissão de doenças infecciosas
19 de junho de 2017
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A ferramenta irá auxiliar no desenvolvimento de métodos de combate a epidemias

Um software capaz de indicar possíveis locais de contágio de doenças infecciosas está sendo desenvolvido no Laboratório de Biologia de Sistemas Computacional da USP. O programa SiPos, uma abreviação para Sickness Positioning System, pretende analisar o padrão de mobilidade de milhares de pessoas na busca por entender como ocorrem as transmissões de doenças e, assim, propor métodos mais eficazes para combater epidemias.

Para realizar esta tarefa, a ferramenta utiliza o histórico de localização coletado pelo GPS de celulares de voluntários. O processo é completamente anônimo e utiliza somente um arquivo em formato JSON armazenado na conta google. Este tipo de arquivo contém apenas coordenadas espaciais e não dá acesso a nenhum outro tipo de dado do voluntário.

Com os dados de localização, o software SiPos executa um algoritmo de padrão de mobilidade para traçar e encontrar pontos em comum entre pessoas infectadas pela mesma doença e levantar possíveis vetores de contágio. O processo também leva em consideração outros fatores determinantes de cada doença como a forma e condições de transmissão.

A iniciativa é do imunologista Helder Nakaya, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. O pesquisador conseguiu verba através do Grand Challenges, um edital promovido pela Fundação Bill e Melinda Gates que visa fornecer auxílio financeiro para iniciativas que promovem a inovação na resolução de problemas globais de saúde e desenvolvimento.

Atualmente, o programa já se encontra em fase de testes no campus da Universidade de São Paulo e atende doenças como zika, chikungunya, dengue malária e tuberculose. Após esta etapa, o software será liberado para uso em instituições parceiras em todo o Brasil.

Nakaya explica que para o futuro, o grupo pretende desenvolver uma versão mobile do programa, além de buscar parceria com o SUS e Ministério da Saúde para a execução do projeto em maior escala. “Para o sucesso do projeto precisamos da ajuda da população. Se ao menos 10% dos infectados aceitarem participar, já seremos capazes de recolher dados para a melhoria da contenção destas doenças”, ressalta o pesquisador.

 

SERVIÇO

Programa SiPos (Sickness Positioning  System)

Para participar da fase de testes na USP aqui.

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