Cientistas apresentam primeiro diagnóstico brasileiro para Hepatite E
29 de junho de 2017
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Pesquisa também aponta que a região do sul do país pode ser endêmica para o vírus

Estudo realizado na Universidade de Passo Fundo desenvolveu o primeiro diagnóstico brasileiro para detecção de anticorpos do vírus da Hepatite E que, durante a fase de testes, se mostrou tão eficiente quanto o ELISA (sigla para Enzyme-Linked Immunosorbent Assay). A pesquisa utilizou como base um antígeno recombinante derivado da proteína do capsídeo viral (ORF2p), e demonstrou seu potencial para detectar o anticorpo IgG contra o genótipo 3, o mais recorrente no Brasil.

O trabalho foi publicada na revista científica Plos One e é resultado da dissertação de mestrado do médico veterinário e pesquisador Rafael Pandolfi, sob orientação do imunologista Rafael Frandoloso, coordenador da Divisão de Pesquisa da Universidade de Passo Fundo.

“É importante possuírmos um diagnóstico brasileiro para a Hepatite E pois, além de diminuir os custos na aplicação do teste, também se torna específico para o genótipo mais frequente da nossa Região”, explica Pandolfi.

Durante a fase de testes os cientistas se depararam com uma surpresa. O diagnóstico foi aplicado em 780 doadores de sangue da região do planalto médio do sul do Brasil e 314, ou seja, cerca de 40%, se mostraram positivos para IgG. De acordo com Pandolfi, a alta prevalência de anticorpos anti-HEV genótipo 3 sugere, pela primeira vez, que está região pode ser endêmica para o vírus da Hepatite E.

As principais formas de transmissão da Hepatite E genótipo 3 são por meio da transfusões de sangue, transplante de órgãos e via oral e fecal nos países em desenvolvimento. Já em países industrializados, a forma mais comum é através da ingestão de alimentos provenientes de animais infectados como suínos e javalis, ou até mesmo pelo contato direto com estes animais.

Um relatório recente indicou que a infecção em indivíduos imunocomprometidos pode desencadear hepatite aguda fulminante, reforçando a necessidade da aplicação do teste entre doadores de sangue.

Leia o estudo completo publicado na Plos One aqui.

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