Pesquisadores brasileiros barram infecção pelo zika com vacina de febre amarela
26 de março de 2019
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Testes conduzidos por pesquisadores da UFRJ e da Fiocruz protegeram camundongos contra infecção pelo vírus induzida em laboratório

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conseguiram proteger camundongos da infecção pelo vírus zika vacinando os animais contra a febre amarela. A vacinação estimulou o organismo a destruir o zika, reduziu a carga do vírus no cérebro e preveniu deficiências neurológicas causadas pela infecção, como a microcefalia.

A hipótese veio da observação das semelhanças entre os vírus – tanto o zika quanto o da febre amarela pertencem à família dos Flavivírus e compartilham estruturas biológicas parecidas. Outro fato chamou a atenção dos pesquisadores: a região com maior incidência de zika, o Nordeste, foi aquela com menor cobertura vacinal para febre amarela.

Ainda não se sabe se a vacina tem o mesmo efeito contra o vírus da dengue, que possui quatro tipos diferentes e mecanismos de ação ainda desconhecidos.

O trabalho foi coordenado por Jerson Lima Silva, Andrea Cheble Oliveira e Andre Gomes, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biologia Estrutural e Bioimagem, e Herbert Guedes, do Instituto de Biofísica da UFRJ. Os resultados foram publicados em no portal científico bioRxiv.

Acesse o artigo "Yellow Fever Vaccine Protects Resistant and Susceptible Mice Against Zika Virus Infection".

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