Estudo discute o papel ambíguo da obesidade na oncologia
24 de fevereiro de 2022
COMPARTILHAR Facebook Twiter Google Plus

Um artigo de revisão, publicado este mês na BMC - Journal of Biomedical Science, abordou aspectos da relação da obesidade com diversos tipos de câncer. Se por um lado, pesquisas indicam que a obesidade pode ser um importante fator no estabelecimento da doença, por outro, há indícios que a obesidade pode proporcionar uma melhor resposta à imunoterapia.

O estudo foi desenvolvido por integrantes do Laboratório de Imunologia e Inflamação (LIMI) da Universidade de Brasília (UnB) em parceria com pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Fiocruz.

Segundo os autores, a obesidade é, classicamente, estabelecida como um estado de inflamação crônica sistêmica de baixa intensidade, e consiste num importante fator de risco para o câncer. Várias evidências científicas demonstram que indivíduos com obesidade apresentam maior probabilidade de desenvolver diversos tipos de câncer e apresentam um pior prognóstico tumoral. Entretanto, estudos recentes sugerem que a obesidade leve pode estar também relacionada a melhores resultados quando se trata da resposta ao tratamento anti-tumoral aplicado ao paciente.

“Esse fenômeno é chamado de paradoxo da obesidade no câncer. Assim, pacientes com obesidade e com alguns tipos de câncer apresentam melhores respostas à imunoterapia anti-tumoral quando comparados a pacientes com câncer magros. Esse é um assunto bastante interessante e que precisa ainda de estudos mais aprofundados, para que se entenda melhor como o paradoxo da obesidade impacta o desenvolvimento e o tratamento do câncer, e como pacientes com obesidade leve podem se beneficiar desse aspecto ao se submeterem a imunoterapias anti-tumorais”, explica a coordenadora do estudo Kelly Magalhães do Laboratório de Imunologia e Inflamação (LIMI) da Universidade de Brasília (UnB).

O artigo está disponível neste link.

 

Autores: José Antônio Fagundes Assumpção, Gabriel Pasquarelli-do-Nascimento, Mariana Saldanha Viegas Duarte, Martín Hernán Bonamino e Kelly Grace Magalhães.

Usuário
PUBLICADO POR
SBI Comunicação
CATEGORIA DO COLABORADOR
ver todos os artigos desse colunista >
OUTRAS NOTÍCIAS
DE CABELO EM PÉ: células T reguladoras e glicocorticoides colaboram para a manutenção do folículo piloso
Vânia Bonato
14 de setembro de 2022
Nova temporada da vacina de gripe: saiba todos os spoilers
SBI Comunicação
27 de abril de 2022
As vacinas tão no grau, mami!
SBI Comunicação
26 de abril de 2022