Estudo investiga se transplante de células-tronco hematopoiéticas pode melhorar as disfunções imunológicas nos pacientes com anemia falciforme
22 de novembro de 2022
COMPARTILHAR Facebook Twiter Google Plus

Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e colaboradores acompanhou 29 pacientes com anemia falciforme transplantados para compreender o que acontece com as células do sistema imune adaptativo após o tratamento.

A pesquisa, publicada na revista Clinical & Translational Immunology, teve como foco o sistema imune adaptativo (a imunidade adquirida após o contato com patógenos), particularmente os linfócitos do tipo B (envolvidos na produção de anticorpos) e T (responsáveis pela imunidade celular).

O objetivo da pesquisa foi investigar se o transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas poderia melhorar as disfunções imunológicas nos pacientes com anemia falciforme.

A equipe estudou a reconstituição do sistema imune de 29 pacientes submetidos ao transplante na Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Amostras de sangue periférico foram coletadas dos pacientes antes do transplante e de três em três meses após o procedimento durante dois anos. Os pacientes foram avaliados ainda pelo tamanho do baço (um dos órgãos mais comprometidos pela doença), por análise de prontuários e laudos de ultrassonografia abdominal.

De acordo com o artigo, após o "reset" do sistema imunológico promovido pelo transplante, as células B e T se restauraram normalmente. Houve, ainda, um aumento de células B-reguladoras, que podem contribuir para melhorar a regulação imunológica e a imunidade nos pacientes após o transplante. Também se observou aumento de um subtipo de célula B de memória conhecida como IgM+ (por apresentar a proteína IgM em sua superfície), que é importante para o enfrentamento de infecções.

> Saiba mais na matéria publicada pela Agência Fapesp: https://agencia.fapesp.br/sistema-imune-de-pacientes-com-anemia-falciforme-melhora-apos-transplante-de-celulas-tronco-da-medula/40034/

 

O artigo está disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cti2.1389#

 

Autores: Luciana Ribeiro Jarduli-Maciel, Julia Teixeira Cottas de Azevedo, Emanuel Clave, Thalita Cristina de Mello Costa, Lucas Coelho Marliaqui Arruda, Isabelle Fournier, PatrÍcia Vianna Bonini Palma, Keli Cristina Lima, Juliana Bernardes Elias, Ana Beatriz PL Stracieri, Fabiano Pieroni, Renato Cunha, Luiz Guilherme Darrigo-Junior, Carlos Eduardo Settani Grecco, Dimas Tadeu Covas, Ana Cristina Silva-Pinto, Gil Cunha De Santis, Belinda Pinto Simões, Maria Carolina Oliveira, Antoine Toubert e Kelen Cristina Ribeiro Malmegrim.

Usuário
PUBLICADO POR
SBI Comunicação
CATEGORIA DO COLABORADOR
ver todos os artigos desse colunista >
OUTRAS NOTÍCIAS
A Imunologia em tempos de crise sanitária: por que é fundamental desenvolvermos esta ciência?
SBI Comunicação
21 de outubro de 2022
Série "Aprenda Imunologia" - Você sabe o que é método científico?
SBI Comunicação
21 de outubro de 2022
Série "Aprenda Imunologia" - Pandemia, epidemia ou endemia? Qual a diferença entre elas?
SBI Comunicação
21 de outubro de 2022