Sobre a imunologia e a Escola de Milão de Psicologia
10 de junho de 2020
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Nelson Vaz
Sugiro a leitura deste artigo de Gianfranco Cecchin e colaboradores, da Escola de Milão de Psicoterapia para traçar um paralelo com ideias que dominam a Imunologia desde sua fundação. Este texto fala da coragem de psicoterapeutas de família que não entendem por que seus pacientes melhoram e têm a coragem de perguntar aos pacientes sobre isso; e descobrem que as razões da melhora não têm nada a ver com o que eles imaginavam. Dão exemplos notáveis, então, de fatos similares. Um Departamento universitário que supostamente ajudava alunos de posgraduação respondendo a perguntas sobre suas teses no formato sim-ou-não. Os alunos melhoram seu desempenho, mas as perguntas, na verdade, são respondidas aleatoriamente por uma máquina. Um regimento austríaco na primeira guerra mundial está perdido em uma nevasca em um vale, vão morrer de fome e frio, quando alguém diz: “Eu tenho um mapa!” Seguem o mapa e conseguem sair do vale. Mas o mapa era de outro lugar. Esta leitura me ajudará a propor, depois, que a imunologia pode ter adotado um caminho equivocado ao analisar as respostas imunes específicas, porque os componentes “inespecíficos” destas respostas são muitas vezes maiores e mais duradouros que os componentes específicos.Cechin_sobre_von_Foerster

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Nelson Vaz
Colunista Colaborador
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