Cientistas brasileiros são eleitos para a Academia Mundial de Ciências
19 de dezembro de 2019
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A Academia Mundial de Ciências (TWAS, na sigla em inglês) divulgou lista com 36 novos membros - entre eles, cientistas brasileiros com importantes contribuições para o avanço da imunologia.
O imunologista Wilson Savino, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é um dos nomeados. Ex-presidente da SBI (1993-1995), Savino é coordenador de Estratégias de Integração Regional e Nacional da Fiocruz. Foi reconhecido com o título de doutor Honoris Causa pela Universidade Sorbonne, na França. Suas pesquisas envolvem o entendimento da migração celular no sistema linfo-hematopoiético, migração e morte de linfócitos em doenças infecciosas, migração leucocitária em doenças autoimunes e transplante de órgãos, migração celular em leucemias e linfomas e imunoterapia, terapia celular e em doenças neuromusculares.
Célia Regina da Silva Garcia é docente do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP) desde 1995. Foi indicada na área de biologia estrutural, celular e molecular por conta de suas pesquisas, que “fez novas contribuições para a compreensão dos sinais químicos que regulam o desenvolvimento do parasita da malária”, segundo a descrição da TWAS.
Luisa Lina Villa foi eleita na área de sistemas biológicos e organismos. Ela é professora do Departamento de Radiologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em São Paulo, desde 2011. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico. Com trabalhos voltados à pesquisa sobre a história natural da infecção por HPV, reconheceu que a infecção persistente e de alto risco é o fator principal que leva à neoplasia cervical em mulheres. As pesquisas de Luisa também contribuíram para a criação de vacinas profiláticas para homens.
Pelas contribuições na área de eletroquímica, Edson Antonio Ticianelli, professor do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, também foi eleito. Ele é membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências. Seus trabalhos envolvem os processos de oxidação de hidrogênio, redução de oxigênio célula e combustível, eletrizadores de água e redução de dióxido de carbono.
Márcia Barbosa desenvolve pesquisas no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ela contribuiu para entender o mecanismo por trás da alta mobilidade da água em condições extremas de temperatura e pressão, assim como quando está confinada em nanoestruturas ou nanotubos de carbono. Ganhou o prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência, na área de Ciências Físicas, e o Prêmio Claudia na categoria Ciência, entre outros.
Mais mulheres representadas
A TWAS escolhe cientistas filiados às academias nacionais de ciência. As pesquisas devem contribuir para o desenvolvimento sustentável e para a redução dos danos do crescimento econômico ao meio ambiente. A cerimônia de posse ocorre no final de 2020, mas desde o dia 1º de janeiro eles já são integrados à comunidade.
Na eleição para 2020, 33% dos 36 pesquisadores são mulheres, marca até então nunca alcançada pela entidade.
Também passam a compor a organização no próximo ano cientistas da África do Sul, Argentina, Bangladesh, Canadá, China, Cingapura, Coreia do Sul, Egito, Índia, Irã, Japão, Nepal, Noruega, Quênia e Uganda.
Com informações do Jornal da USP

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