Vacina brasileira contra a malária vivax avança para a etapa de testes clínicos
16 de outubro de 2026
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A Vivaxin, vacina desenvolvida no Brasil para combater a malária causada pelo Plasmodium vivax, recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os estudos clínicos de fase 1. Esta etapa avaliará a segurança do imunizante, as possíveis reações à aplicação e sua capacidade de estimular a resposta imunológica. Ainda não existe vacina disponível no mundo contra essa espécie do parasita, predominante no Brasil e nas Américas.

A iniciativa começou no início dos anos 2010, com pesquisadores do Centro de Terapia Celular e Molecular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP), com apoio da FAPESP e colaboração internacional, incluindo pesquisadores da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, e do Instituto Pasteur, na França. Após a seleção do antígeno e de testes de prova de conceito, fortaleceu-se a parceria com o CTVacinas, que, entre outras atribuições, é responsável pelo adjuvante e pelo controle de qualidade do produto final. O laboratório Cristália está produzindo os lotes que serão usados nos testes.

A professora Irene da Silva Soares, da FCF-USP, é uma das coordenadoras do projeto, ao lado de Ricardo Gazzinelli, diretor do CTVacinas.

A Vivaxin utiliza uma proteína desenvolvida artificialmente a partir da combinação de três variantes da proteína PvCSP, presente na superfície do parasita. A estratégia busca estimular a produção de anticorpos capazes de reconhecer o P. vivax e impedir sua entrada nas células do fígado, onde se multiplica antes de alcançar os glóbulos vermelhos.

A fase 1 prevê a participação de 48 voluntários saudáveis, de 18 a 59 anos, sem infecção prévia por malária. Os participantes receberão três aplicações da vacina ou placebo, com intervalos de 28 dias, e serão acompanhados durante um ano. Se os resultados demonstrarem segurança, o imunizante poderá avançar para as fases 2 e 3, que envolverão um número maior de participantes e também avaliarão sua eficácia.

Saiba mais na matéria publicada pela Agência FAPESP: https://agencia.fapesp.br/53363